domingo, 12 de abril de 2009

Dia 7 de março de 2009 - É a minha primeira vez, seja cuidadoso... (Parte 1)




Não é porque é um assunto sério que eu tenho que ser sério...

E pros incautos, já aviso: esse post vai ser LONGO.

Mas enfim. Começando bem do começo. Como esse é um assunto meio "polêmico", não colocarei nomes. Apenas os velhos "Sujeito X" "Sujeito Y" da vida.

Como isso tudo começou? Dizem nos grupos que comungam o chá, que para você experienciar isso, o "Mestre no Chá" (nunca lembro esse termo com exatidão...) acorda dentro de você e dá um jeito de fazer você ir e tomar o negócio. Isso parece meio fantasioso, mas o jeito que cheguei até lá foi, de certa forma, cheio demais de coincidências...

Um amigo que chamarei de X havia dito conhecer uma amiga que frequentava um destes grupos. Eu tenho certeza absoluta que, ao menos ali naquele momento, ele tava afim de ir pra sentir uma "onda". E quem sou eu pra julgá-lo: no começo, apenas queria saber qual que era a dessas coisas alucinógenas. Eu sou um caretão. Não bebo, não fumo, e nunca usei nenhum tipo de substância ilícita. O máximo que usei foi Rivotril e Dramin pra dormir, e olha lá.

Então, falei pra X que eu também queria ir, e ele ficou de ver isso.

Na faculdade, conversei com um amigo, que é o Y agora. Sem algum motivo específico, falei para Y que talvez iria beber o tal da Ayahuasca em um grupo. Ele, animado, me disse que fazia um tempo que ia em um grupo também. Pensou até que seria o mesmo grupo.

Porém, o tempo passava e nada de X conseguir nossa entradinha pro caminho das coisas alucinógenas (ao menos a minha, pois ele já tinha lá sua "bagagem" regada a lsd e outras coisas). Então, um dia resolvi falar com Y para ver se ele não conseguia que eu entrasse no grupo aonde ele ia, pois X tava custando a me arranjar isso.

Ele então disse que ia ver. Passado uns minutos, ele me fala pra conversar com Z, e falar que eu queria entrar. Agora, Z não era uma pessoa qualquer. Era uma pessoa que eu NUNCA imaginava que estaria envolvido com isso. Aquelas que exalam ceticismo, transpiram evidências e falam com rigor científico. Tá, isso é exagero, mas era uma pessoa que se vangloriava de ser um legíticimo "cientista".

Então fui lá falar com Z. Quando toquei no assunto, ele já me diz "Bem, essa conversa vai demorar". Fomos pra um canto mais reservado, e ele já começa dizendo que tinha um tempo que queria conversar disso comigo. É, já não bastava as coincidências, ainda isso. Diz ele que tinha passado na sua cabeça que eu seria uma pessoa interessante de experimentar isso. Então, ficamos um bom tempo conversando sobre. Ele me falou sobre todos os aspectos possíveis da Ayahuasca. Científicos, esotéricos, espirituais... tudo. Sempre frisando que eu deveria procurar por mim mesmo saber disso, mas... não adianta, eu sou o menino que precisa enfiar o dedo na tomada, pra saber se ela dá choque. Só ia pesquisar depois de experienciar.

No fim da conversa, ele disse que, se eu tivesse interessado, era pra aparecer num lugar tal, num horário tal. Era óbvio que eu não ia faltar por nada.

Então, um dia encontrei X na internet, e falei pra ele sobre isso. Ele ficou feliz por eu ter conseguido, mas ficou obviamente chateado por não ter conseguido pra ele. Porém, em outro dia, X vem me falar que conseguiu ir em outro grupo. Fiquei feliz por ele, dae ele fala aonde era o grupo. Era EXATAMENTE aonde eu iria. Foi uma situação bem estranha e engraçada, como no fim tudo se "encaixou".

Então, no dia marcado, rumei para lá. Continua...

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